O LinkedIn revelou uma significativa redução de 60% no tráfego orgânico B2B não relacionado à marca, atribuída ao uso crescente de AI Overviews. Esta mudança levou a empresa a reavaliar suas estratégias de marketing digital.
O relatório, elaborado por Inna Meklin e Cassie Dell, destaca que, embora as posições nos resultados de busca tenham se mantido, a taxa de cliques caiu devido às respostas diretas fornecidas pelos AI Overviews. Essa situação representa a maior perda de tráfego orgânico B2B já registrada por uma grande plataforma.
Para enfrentar esse desafio, o LinkedIn formou uma força-tarefa interdisciplinar, envolvendo 10 áreas de marketing, para ajustar sua abordagem na era da inteligência artificial. A empresa substituiu métricas tradicionais de tráfego por indicadores de visibilidade em respostas de IA, registrando um aumento significativo no tráfego proveniente de modelos de linguagem.
O LinkedIn adotou quatro novas métricas para avaliar sua presença em respostas de IA: taxa de visibilidade, participação em citações, taxa de conquista de AI Overview e tráfego de referência de LLMs. Essas métricas visam medir a frequência e a influência do conteúdo da plataforma nas respostas geradas por IA.
Após implementar a nova estratégia, o LinkedIn observou um crescimento de três dígitos no tráfego originado de modelos de linguagem, como ChatGPT e Copilot. Embora esse aumento não compense totalmente a perda de tráfego orgânico tradicional, representa um canal em expansão à medida que mais usuários utilizam assistentes de IA para buscas.
A empresa desenvolveu um framework de quatro etapas para otimizar sua presença em respostas de IA: ser visto, ser mencionado, ser considerado e ser escolhido. Este método visa garantir que o conteúdo do LinkedIn seja destacado e influente nas buscas gerativas.
Fonte:https://www.conversion.com.br/blog/linkedin-queda-trafego-b2b-ai-overviews/