A Nexos.ai destaca que a transição para múltiplos agentes específicos por função resulta em maior adoção e impacto nos negócios. Cada equipe terá seu próprio agente, como um “estagiário de IA”, ajustado para processos operacionais específicos. Por exemplo, equipes de RH podem usar agentes para recrutamento, enquanto equipes jurídicas podem empregar agentes para verificar contratos.
O uso de plataformas como a da Payhawk demonstrou ganhos significativos, com uma redução de 80% no tempo de investigação de segurança e 98% de precisão nos dados. Žilvinas Girėnas, da Nexos.ai, ressalta que a coordenação entre agentes especializados é fundamental para transformar a IA em infraestrutura essencial.
Com o aumento do número de agentes, surge o problema da fragmentação. Consolidar agentes em uma plataforma compartilhada a nível empresarial pode acelerar a implementação e melhorar o controle de custos e desempenho. Girėnas afirma que uma plataforma única evita a queda no uso devido à multiplicidade de fornecedores e logins.
A responsabilidade pela operação de IA está se deslocando das equipes de engenharia para líderes de negócios. Chefes de departamentos como RH, jurídico e vendas deverão configurar seus próprios agentes, tornando a gestão desses agentes uma competência operacional essencial. As plataformas de agentes precisarão ser acessíveis a usuários não técnicos.
A demanda por agentes específicos deve superar a capacidade de entrega, com a expectativa de que 40% dos aplicativos empresariais incorporem agentes de IA até o final de 2026. Para atender a essa demanda, as organizações precisarão de bibliotecas de agentes, em vez de construções personalizadas.