A Arm Holdings está se destacando na transformação da inteligência artificial (IA), com uma estratégia que visa a transição do processamento em nuvem para a computação na borda. Vince Jesaitis, chefe de assuntos governamentais globais da Arm, discutiu essa mudança em uma entrevista, destacando a descentralização das tarefas de inferência de IA.
Jesaitis prevê que o próximo grande avanço na IA ocorrerá quando o processamento local for realizado em dispositivos inesperados, como smartphones e sensores industriais. A Arm, que no último ano forneceu a tecnologia para mais de 30 bilhões de chips, está posicionada para liderar essa mudança. A computação na borda oferece vantagens como eficiência energética, menor latência e maior segurança de dados, evitando o envio de informações sensíveis para fora das instalações.
A Arm está engajada com formuladores de políticas globais para promover o desenvolvimento de uma força de trabalho preparada para a IA. A empresa busca equilibrar as abordagens regulatórias dos EUA, que focam em inovação, e da UE, que priorizam segurança e privacidade. A Arm visa atender às exigências globais de conformidade enquanto avança na indústria de IA.
A arquitetura de IA da Arm, focada na borda, oferece escalabilidade sem a necessidade de centralização na nuvem. A empresa investe em segurança a nível de hardware, evitando explorações de memória. Com o aumento das regulamentações, as empresas que demonstram segurança intrínseca em seus sistemas podem obter vantagens competitivas significativas.
Jesaitis destaca que a demanda global por IA, especialmente dos EUA e do Oriente Médio, está sendo atendida por grandes fornecedores. A Arm, com seu foco em computação de baixo consumo, é vista como uma solução sustentável, permitindo que as empresas alcancem metas energéticas sem comprometer o desempenho.
Fonte:https://www.artificialintelligence-news.com/news/arm-chips-and-the-future-of-ai-at-the-edge/